Tão átomo, tão vago esse tal de amor...
Tão fisicamente perfeita sua ilusão
Que me pego mensurando seus estranhos espaços
E devolvo a mim mesmo seus recorrentes passos
Não há quem pondere a existência de um átomo
Tão pouco a estranheza que causa o amor
Portanto me pego, pensando, sozinho
Quem conhece de fato o átomo-amor?
